(cadáver)
Mundo vácuo sem mim nem tu,
é o eu hoje - disse ele.
Nem fumos nem gente. Certamente.
Foi hoje que nasci de olhos abertos
para ver o nada de hoje que foi tanto ontem.
Sonhámos pó.
Fomos pó cheio de sonhos sem fim.
Calámos sonhos e estrelas, mas tu não sabes.
Sei que o mundo de hoje é para partir.
Hoje é para partir.
E chorar.
E sentir.
Para sempre.
Não é só hoje, foi e será sempre assim,
mesmo que derretas em cima de mim.
Sua PUTA.
Gosto de ti quando me esqueci de mim, ali.
Tão atrás.
Antes do relógio parar,
antes do fogo
antes de sermos, se fomos.
Oh! o que fomos.
Já nós sem sentirmos desejamos ter sido sentido, não sendo.
Diferente sem saber sentir com o mundo,
foi sempre assim.
Pó... de sonhos sem fim.
Postado por: Cereja às 11:35
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