
Eu de saltos altos como se fosse a primeira vez no parapeito de um prédio.
A torcer os pés como se o medo fosse também ele o primeiro.
A olhar prá vida de trás, de onde é fácil, de onde se desiste. Poder voar para sempre.
A esperar escrever, para ficar, não envelhecer, não fazer nada que não seja inventado. Acordado.
E todos os dias mais uma noite para chorar o que não fiz.
Postado por: Cereja às 17:49
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