Quinta-feira, Janeiro 25


Desilusão eterna.
Ver mundo a desfazer-se em muros,
salgado de lágrimas do que queremos deixar.
è saltar por sentir que todo o joelho é para sangrar.
Sorrir por saber que o sol é só hoje.
Gostar do perfume porque é tudo o que há.
Saber que é mentira e por isso se sente.
Doer por arroz,
o pão do mundo.
Sermos todos sós
porque é saber viver.


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Domingo, Janeiro 14


Sou de plástico.
Quero morrer.
Quero viver.
Morde-me entre os teus lábios até
os romperes.
Sangra até me limpares,
até te limpares.
Prende-me no tecto a rodar para ti,
a pingar a dançar a sonhar a chorar.
Evade-te.
Sou a loucura!
Soa a loucura.
Sente, menino azul, e vais ver
que te sufoco de tanto explodir.
Sei-te mais que a mim,
que te vejo no escuro.
A mim sonho-me,
deserta completa viva morta.
Abraça!
Toda a saliva que te percorre
o corpo de amor
Sou eu.


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