Terça-feira, Julho 18


Um assobio pelas florestas que somos
sem sabermos se as queremos ver
a queimar, queimar...
Ficar.
Escorrem assim os vivos
por cima dos vidros dos mortos
sempre a tentar tapar um espelho.


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Querido diário,
conta-me todos os segredos que te pedi para guardares.
Dá-me o que fui, o que quis ser.
Diz-me que escrevia - se ecrevi.
Dá-me qualquer coisa para meter cá dentro agora.
Assim, sei que não me engano e que pelo menos um dia fui.



1-7-06
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