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:: Quinta-feira, Março 24, 2005 ::
A cada noite tudo se vai afastando,
o sentido, apesar das coisas, em si, ficarem.
A cada momento um pouco mais longe
do que um dia foi tudo.
Hoje é
um abraço sem espaço para ser,
um beijo sem quente,
um carinho de vento,
um amor que não é.
A cada noite,
um beijo mais frio.
:: A. RITA 11:41 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Março 14, 2005 ::
Vozes sem eco
O desalento pega-se aos sapatos
e não deixa sair do lugar.
No sítio onde niguém ouve, ninguém sente,
a gente apenas se torna prolongamento de parede,
quase de vidro,
quase penetrável e tão transparente que não agarra.
Nunca volta para trás.
Não há eco de mim.
28-02-05 (Acerca de ...)
:: A. RITA 12:00 AM [+] ::
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