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Não sei se foi sempre assim... ou se calhar, caí... hoje
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Comments: :: Terça-feira, Junho 22, 2004 ::

Living in a Lie

Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos

Amo a tranquilidade que me fazes sentir.
Posso cortar a minha vida em bocadinhos e, embora não possa deitar tudo para o lixo, posso guardá-los numa folha qualquer e esperar que o tempo, ou seja o que for, apague as linhas, as letras e amareleça o papel de modo a só se notarem os sublinhados, os acentos e maiúsculas do que fui.
Antes disso tudo, apareces tu e acalmas-me no teu abraço.


:: A. RITA 11:40 PM [+] ::
...

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Olhei para ti de uma maneira que há muito não olhava.
Olhei, e vi a figura fraca que sempre foste.
Senti a debilidade no teu gesto que nunca conseguiste esconder.
A incerteza e a insegurança que nunca saem dos teus olhos, estavam pousadas em mim.
Uma ternura quase pena escorregava de mim para abraçar a tua aura triste e só.
Estanquei-a, assim que te vi virar a cara numa forçada indiferença.
- xau
Foi tudo o que te dei a partir daí.

21-06-04


:: A. RITA 11:40 PM [+] ::
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Cutting my life into pieces

Arranhas-me os sentidos, o coração e a razão.
Dóis-me por existires tão perto.
Tão em mim.

16-06-04


:: A. RITA 11:39 PM [+] ::
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Comments: :: Quinta-feira, Junho 10, 2004 ::

Cansados recuperamos no sono, da euforia gritante e caótica que nos dominou todo o ser, todo o dia, e que agora desfalece apesar do zumbido nos ouvidos não querer deixar adormecer.
Música, luzes, sons, cheiros, tudo enformado num pó cinzento que nos cobriu por dentro e por fora e que nos fez ter medo de ficar colados aos lençóis
Ao olhar para tudo só posso sorrir.
Lamentar, como sempre, que o tempo tenha mesmo que deixar tudo passar e que o corpo não viaje ao mesmo ritmo que o cérebro.
Que desista antes dele.
Respiramos, comemos, somos pó!
Saltamos, corremos e dançamos desengonçados coreografias étnicas.
Conhecem-se rostos e a outros dizem-se NÃO! Só um pequenino...
Rebolo-me pelo chão que devia ter sido relva e voo por ideias rápidas, sobrepostas e alucinadas.
É de se comer, de se ouvir, de se sentir e de nunca se esquecer.
Não deixar apagar-se.

31-05-04 (Depois do R.in R)


:: A. RITA 12:49 AM [+] ::
...

Comments:

-Isso era se estivesse nervosa...
-Claro, aliás o facto de estares a mutilar os dedos não tem nada a ver...
-Posso fechar os olhos e ficar aqui para sempre? Levas-me o medo?
-...
-Bem, vou andando, tá a ficar frio... xau
-Oh, desculpa.
-Não precisas. É que às vezes queria que nunca tivéssemos existido e que o calor da tua mão apagasse o mundo.
-Eu nunca te fiz esquecer o mundo.
-Pois não. Mas eu queria que sim. Mas também, houve tempos em que saber que estavas comigo no mundo chegava para viver tranquilamente nele.
-Eu sei que me amaste como eu a ti. Vamos?
-...
-Adeus?
-Adeus.

18-04-04


:: A. RITA 12:44 AM [+] ::
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Comments:

Cai. É quente e é doce.
Devora o tempo e seca todas as lágrimas de uma manhã que se atrasa em aparecer.
É feito de um sonho que nunca se desfaz.
Quebra barreiras e leva na índole um vento que nunca desiste de sorrir.
Sabe que estás sempre aqui.
E que me vais abraçar até adormecer.

23-05-04


:: A. RITA 12:41 AM [+] ::
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